1o Diagnóstico de Gênero da DPRJ

Na manhã desta sexta-feira (01/12), foi lançado o Primeiro Diagnóstico de Gênero da Defensoria Pública, que tem o objetivo de entender a realidade de defensoras e servidoras da Instituição. A partir de hoje, até o dia 20 de janeiro, as participantes podem responder ao formulário na área restrita do site da DPRJ .

A pesquisa apresenta perguntas e situações sobre o dia a dia da mulher que trabalha na Defensoria e trata de temas como licença maternidade, a divisão de tarefas domésticas e o cuidado com os filhos. Nos órgãos de atuação, o Diagnóstico também quer saber se os espaços de trabalho estão adequados e se sentem alguma disparidade com os colegas homens.

Os dados da pesquisa serão divulgados em março do próximo ano, mês da mulher. As participantes não serão identificadas e nenhuma informação pessoal será divulgada.

No caso da Defensoria Pública, a mais feminina das instituições que compõem o sistema de Justiça fluminense, a formulação de políticas institucionais voltadas para as mulheres se mostra especialmente importante. Hoje, na ativa, são 532 defensoras públicas e 262 defensores. Isso quer dizer que 67% do quadro da DPRJ é formado por mulheres. No universo de servidoras e servidores, dos 1.440, 857 são mulheres, correspondendo a 59% do quadro.

Pontapé inicial A ideia de lançar o Diagnóstico surgiu no debate “Mulheres na Justiça: Barreiras visíveis e invisíveis”, que aconteceu na ADPERJ, em março deste ano. No evento, a procuradora do estado de Minas Gerais, Marina França, apresentou sua tese de doutorado que compilou dados sobre as diferenças de tratamento entre os candidatos e as candidatas às vagas do STF. Dali, a DPRJ saiu com o desafio de realizar um estudo sobre a realidade da mulher dentro da Instituição. O Diagnóstico é promovido em parceria entre a DPRJ, a ADPERJ, ASDPERJ e o Fórum Justiça.

Duas décadas de NUDEM O anúncio do Diagnóstico aconteceu no evento que marcou a comemoração dos 20 anos do Núcleo Especial de Defesa dos Direitos da Mulher e de Vítimas de Violência de Gênero (Nudem). Na ocasião, foi lançamento a revista “Gênero, Sociedade e Defesa de Direitos – A Defensoria Pública e a Atuação na Defesa da Mulher”, que reúne textos sobre atuação jurídica sem esquecer os aspectos multidisciplinares relevantes para a questão. A revista também está disponível na versão digital.

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